Teoria do Fluxo

Mihaly Csikszentmihalyi nasceu em 1934 na cidade de Fiume, Itali. Ele é um professor de Psicologia que ficou conhecido por seu trabalho tanto no estudo da felicidade e da criatividade como o arquiteto da noção de fluxo e de seus anos de pesquisa e redação sobre o tema.  Mihaly recebeu seu B.A. em 1960 e seu Ph.D. em 1965, ambos da Universidade de Chicago.

O que tornou o doutor Csikszentmihalyi tão famoso é o seu trabalho pioneiro sobre o fenômeno denominado ‘fluxo’. “Fluxo é o estado de total absorção numa determinada atividade, que, embora possa ser exigente ou até mesmo estressante enquanto você a está realizando, oferece posteriormente um profundo senso de satisfação”.

Um dos livros que mais se sobressaiu foi: “A descoberta do fluxo – a psicologia do envolvimento na vida cotidiana” que  fala sobre descobrir os elementos-chave das atividades que levam o ser humano a encontrar a excelência em sua vida cotidiana. Trata-se de uma obra de inegável valor científico, apoiada em pesquisas realizadas com milhares de pessoas no mundo inteiro, obra essa que foi condensado no inovador trabalho denominado “Fluxo”.

A Teoria do Fluxo se aplica diferentemente a qualquer indivíduo. Mas, entretanto age da mesma forma. A experiência do fluxo funciona como um processo de aprendizagem.

Uma característica marcante dos trabalhos sobre o estado de fluxo publicados no Brasil é o seu parcimonioso trato conceitual sobre as dimensões constitutivas da “experiência ótima”, a saber: um balanço entre os desafios de uma atividade e as habilidades requeridas para superá-los, objetivos claros, feedback imediato, concentração na tarefa, controle percebido, uma perda da autoconsciência, uma percepção distorcida do tempo e a experiência autotélica (percebida como válida por si própria).

Quando se está em fluxo, o indivíduo é absorvido pela atividade realizada, por consequência de um estreitamento de foco, de modo que percepções e pensamentos irrelevantes são filtrados, pela perda de autoconsciência, pela resposta a um objetivo claro e pela sensação de controle sobre o ambiente. Raramente têm-se relatos de estado de fluxo em atividades de lazer passivo, como relaxar, descansar ou assistir televisão. Assim são aplicados em qualquer atividade de esporte.

Conforme visto em sala de aula, vídeos de atividades radicais, podemos exemplificar o fluxo. Como por exemplo, na atividade Base Jumper, onde o indivíduo salta de paraquedas de estruturas fixas como torres e montanhas.


Fonte: http://www.wayfaring.info/2009/07/13/base-jumping-amazing-dont-you-think/

Ao praticar Base Jumper o fluxo age trazendo a excitação, a confiança do autocontrole, superando limites. Os praticantes de atividades intensas dizem que o medo, os obstáculos, riscos e a fascinação pelo desconhecido dão força e motivação para ir em frente, onde esse é o auge da excitação humana.

O medo para eles não é uma barreira e sim um estimulo, onde ele é transferido em forma de energia para realizar a atividade, acelerando o ritmo cardíaco, respiração profunda e os sentidos sensíveis fazendo com que o corpo reaja para executar a atividade.

Fonte: http://www.wayfaring.info/2009/07/13/base-jumping-amazing-dont-you-think/

Então podemos dizer que o fluxo é um caçador de emoções, podendo vir de experiências intensas, expostas a riscos e que fascinam o praticante.


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